Outro dia li um artigo que questionava as pessoas que não gostam de dinheiro.
Eu entendi o artigo em quatro pontos fundamentais:
Eu entendi o artigo em quatro pontos fundamentais:
- Desconfiar de quem não gosta de dinheiro;
- Quem tem dinheiro tem amigos;
- Está sempre com lindas mulheres;
- Tem segurança.
O grande problema, em relação ao dinheiro, é que sempre imprimimos juízo de valor moral ao mesmo e não as pessoas pelo seu uso.
O que move os assassinos de pais, parentes e amigos? O “maldito dinheiro” ou uma ganância incontrolável pela ausência de valores de conquista real? Os fins justificam os meios? Ter dinheiro a custas de crimes ou corrupções, sobre a desgraça alheia, como os fraudados sem teto, sem hospitais, sem empregos, sem dignidade humana?
Também não acredito em quem diz que não gosta de dinheiro. Mas, também não acredito em quem diz que só gosta de dinheiro.
Conheci uma pessoa que usou a própria mãe para fazer falcatruas e sonegar impostos. A velha quase vai para a cadeia e só se livrou por conta da idade e de uma jogada da natureza; sua “sócia”, uma empregada da casa, tão inocente quanto ela, morreu antes da conclusão do processo e foi responsabilizada. Ficou apenas a vergonha para uma pobre velhinha de mais de setenta anos.
Outro dia um grande empresário brasileiro suicidou-se. Não o conhecia, nem sei se gostava só de dinheiro, mas, por tê-lo, poderia ser mais feliz e tentar uma solução mais saudável.
Então, o juízo de valor não pode ser feito sobre o dinheiro, mas o caráter daqueles que o buscam.
Como não valorizar as conquistas e riqueza de um Abílio Diniz, João Carlos Paes Mendonça, entre outros. Claro, as conquistas da ciência, da tecnologia, como as desenvolver sem o dinheiro?
Quanto a amigos... Conheço de perto a história de um empresário que perdendo tudo, os seus amigos, de outrora, se foram; ele precisou de mais de sete anos de abandono, coragem e espírito empreendedor para se erguer. Hoje, valoriza muito mais o dinheiro e tem selecionado melhor seus amigos. Tornou-se uma pessoa mais caridosa e útil aos seus funcionários, compreende que dinheiro deve ser compartilhado e deve gerar conforto para todos. Garanto que existem muitas histórias iguaizinhas pelo mundo. E não é aquele pieguismo nostálgico: “só quem ficou foi o caseiro”. Não. A realidade nua e crua é que o caráter dos perversos ignora qualquer interesse que não seja o próprio interesse e, para esses, o fim justifica os meios.
Conheci um empresário de sucesso que ao ver um dos seus clientes em decadência, porém, conhecendo o caráter deste outro comerciante, ao invés de abarcar seu patrimônio e decretar a destruição total do mesmo, pagou sua dívida ao banco, vendeu mais mercadoria no valor da dívida e recuperou a empresa quase falida. Eu ouvi esta história do próprio beneficiado que naquele momento tinha os olhos cheios de lágrimas. Segundo ele, não era o primeiro a quem o empresário houvera socorrido. Este é o dinheiro útil! Que move as economias. Que move o bem, o dinheiro social.
Quanto a mulheres, segurança, emoções; fico me perguntando o quanto jogador “fenomenal” estava feliz quando foi para um motel com um travesti “ por engano”, após uma noite de bebedeira. Ou, às vezes, o quanto deveriam estar felizes os ricos que morreram assassinados por garotos de programas, em seus apartamentos de luxo, após consumirem drogas.
Ou seja, dinheiro nem é bom, nem ruim. Quem somos é o que imprime valor ao mesmo. Talvez não seja o altruísmo absoluto de um Chico Xavier, nem, tão pouco, a ambição desmedida de uma pessoa que mata os seus pais.
Dinheiro pode reunir os piores ou os melhores valores da criatura humana.
Ambiciosos, saudáveis, sensatos, quem sabe, como você e eu.
Vamos refletir?
